sexta-feira, 15 de maio de 2009


Nos últimos 30 anos, de um modo geral, a população portuguesa emigrou para a zona litoral e para os centros urbanos localizados tanto no litoral como no interior, e essa tendência continua. As zonas costeiras são, por isso, fundamentais para a sociedade representando situações muito especiais não só em termos biofísicos pela influência directa ou indirecta do mar (ventos, salinidade, etc.) mas também em termos dos sistemas socioeconómicas associados pelo que justificaram, no passado, como justificam no presente, abordagens estratégicas particulares. Em termos biofísicos, a fixação das dunas pela arborização constituiu prioridade estratégica desde os primeiros Reis de Portugal, à semelhança do que se fazia nas landes francesas. Prioridade retomada, no início do século XIX, no trabalho pioneiro de Andrade e Silva. Nessa altura, o governo francês iniciou a arborização das dunas da Gasconha, onde, a partir do processo iniciado em 1801, ficariam arborizadas logo em 1874 cerca de 90 mil hectares de dunas. Em Portugal, o Relatório acerca da Arborização Geral do País de 1868 apontava como prioritária a arborização das áreas incultas de todo o litoral, estimadas em 72 mil hectares, que começaram a ser arborizadas a partir do estabelecimento do Regime Florestal (1901-1903). Nesta sequência as áreas do domínio privado do Estado, que representam na actualidade 66 mil hectares, correspondem, em grande medida, à floresta de protecção das zonas costeiras. Mas, para além das ameaças dos agentes físicos, a mudança de contexto das últimas décadas tem sido especialmente problemática pela degradação acelerada da paisagem resultante do «crescimento descontrolado dos núcleos urbanos», por sua vez determinado pela coincidência da maior concentração populacional na zona costeira e pelo facto de «a capacidade de gestão do litoral não ter progredido conforme a capacidade de transformação criada pelo progresso tecnológico» como bem refere Ilídio de Araújo. Mas o mesmo autor recorda que, paradoxalmente, é o litoral a principal zona recreativa do território português, que apresenta ainda a atracção adicional de inúmeros testemunhos arqueológicos antigos (povoados, fortificações de diversas épocas, etc.). Soluções para estas pressões sobre o litoral foram encontradas noutros países pela alteração de propriedade, como o processo mais directo de assegurar uma protecção duradoura de zonas especialmente vulneráveis.

domingo, 22 de março de 2009


Densidade populacional em Portugal
por concelhos (2003)



Este mapa é retirado do site da Presidência da República e representa a densidade populacional em Portugal por concelhos. Há um forte contraste entre, por um lado, o litoral Norte e Centro e litoral do Algarve e, por outro lado o resto do país, em particular o interior. No primeiro caso, observam-se elevadas densidades populacionais e, no segundo caso, as densidades são, no geral, muito baixas. Tal mostra a capacidade de atracção de população do Litoral Português (excepto o litoral alentejano) onde se situam as maiores e mais desenvolvidas cidades. As densidades do litoral Algarvio dizem respeito a população residente, naõ confundir, portanto, com o afluxo de turistas. O Turismo é fonte de desenvolvimento no Algarve e tem-se mostrado eficaz na sua capacidade de atacção de população residente.
O litoral alentejano sempre foi a excepção em Portugal continental. Curiosamente as principais cidades alentejanas situam-se no interior: Évora e Beja. Nos últimos anos, fruto de uma reanimação da actividade industrial e portuária, Sines tem registado um crescimento assinalável.
O interior de Portugal continua a manifestar uma grande dificuldade em atrair população. Salvo algumas capitais de distrito do interior que têm cresico em termos populacionais, os concelhos do interior sofrem de um crescente abandono das suas populações em direcção às grandes cidades, sobretudo as do litoral.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009


INTERNET



Os jovens têm aderido muito facilmente à Internet da qual são os maiores utilizadores, tendo acesso a um infindável manancial de informação que lhes amplia horizontes. A Rede [Web] tem implicações positivas mas também negativas na sua formação, sendo este um aspecto que preocupa pais e educadores. Esta preocupação é tanto maior quanto menos conhecimentos têm eles próprios das tecnologias da informação e comunicação que, na sua maioria, os jovens melhor dominam e utilizam. Pelo desconhecimento que apresentam, os pais naturalmente não se apercebem nem sabem detectar as situações de risco a que os filhos estão vulneráveis. Normalmente são alertados por notícias e avisos transmitidos pelos media e sentem-se um pouco angustiados pela sua incapacidade de analisar, na sua situação particular, os modos de actuar no caso de se aperceberem de utilizações perigosas da Internet.
Um aspecto que ajuda muito a evitar a utilização negativa deste recurso é a prevenção através da informação fornecida aos jovens. Os pais e educadores têm aqui um papel fundamental. No entanto não podemos esquecer que, por razões de idade, as crianças e adolescentes têm curiosidades e ingenuidade que lhes podem ser perniciosas. Os perigos aparecem não só da informação estática (textos, fotos) mas também de conteúdos interactivos e de conversas na rede. É importante que os pais se possam interessar pelas actividades [on-line] em tempo real dos seus filhos, independentemente da sua experiência, de maneira a ajudá-los a aproveitarem benefícios e a evitar perigos.



O TELEMOVEL



Um telefone celular (brasileiro) ou telemóvel (português) é um aparelho de comunicação por ondas electromagnéticas que permite a transmissão bidireccional de voz e dados utilizáveis em uma área geográfica que se encontra dividida em células (de onde provém a nomenclatura celular), cada uma delas servida por um transmissor/receptor. A invenção do telefone celular ocorreu em 1947 pelo laboratório Bell, nos EUA.Há diferentes tecnologias para a difusão das ondas electromagnéticas nos telefones móveis, baseadas na compressão das informações ou na sua distribuição: na primeira geração (1G) (a analógica, desenvolvida no início dos anos 80), com os sistemas NMT e AMPS; na segunda geração (2G) (digital, desenvolvida no final dos anos 80 e início dos anos 90): GSM, CDMA e TDMA; na segunda geração e meia (2,5G) (uma evolução à 2G, com melhorias significativas em capacidade de transmissão de dados e na adopção da tecnologia de pacotes e não mais comutação de circuitos), presente nas tecnologias GPRS, EDGE, HSCSD e 1xRTT; na terceira geração (3G) (digital, com mais recursos, em desenvolvimento desde o final dos anos 90), com UMTS e cdma2000.A indústria classifica os sistemas de telefonia móvel em gerações: a primeira geração (1G), analógica; a segunda geração (2G), digital; a segunda geração e meia (2,5G), com melhorias significativas em capacidade de transmissão de dados e na adopção da tecnologia de pacotes e não mais comutação de circuitos; a terceira geração (3G). E já em desenvolvimento a 4G (quarta geração).Aparelhos análogos baseados no rádio já eram utilizados pelos autoridades policiais de Chicago na década de trinta, entre outras tecnologias.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009




O COMPUTADOR



Interacção Humano-computador (IHC) (do inglês Human–computer interaction (HCI)), também chamado de Interacção Homem-Máquina - IHM (do inglês man–machine interaction (MMI) ) é o nome dado ao conjunto de estudos que envolve a interacção entre pessoas (usuários) e equipamentos computacionais desenvolvendo métodos e ferramentas para design, criação, implementação e manutenção de sistemas computacionais adequados ao uso humano. Neste sentido, a IHC é uma matéria multidisciplinar com enfoque humano, e que agrega conhecimento de diversas áreas exatas e humanas além da computação (como a psicologia, a antropologia, artes, design, ergonomia, sociologia, semiótica, linguística, e áreas afins) para mapear as necessidades necessárias para desenvolvimento optimizado dos sistemas computacionais. Desta forma, IHC busca minimizar ao máximo possível a barreira entre o usuário humano e o sistema computacional oferecendo interfaces amigáveis, de modo que este possa ser utilizado com o menor esforço e com maior capacidade possível.



MASS MEDIA


Os Mass Media são sistemas organizados de produção, difusão e recepção de informação. Estes sistemas são geridos, por empresas especializadas na comunicação de massas e exploradas nos regimes concorrenciais, monopolísticas ou mistos. As empresas podem ser privadas, públicas ou estatais.
Os Mass Media acentam em diferentes suportes ou tipos de transmissão da informação:
Por difusão - Scriptovisual (imprensa escrita)
- Audio (rádio)
- Audiovisual (televisão e cinema)
Por edição - Scripto (livro)
- Audio (disco)
- Scriptovisual (cartaz e poster)
- Audiovisual (documento audio visual)
Os vários meios de expressão social: a imprensa, a televisão, a rádio e o cinema, são orientados para um público que se pretende o mais abrangente possível, produzindo um produto específico de mensagens políticas, ideológicas, comerciais, recreativas e culturais etc.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A Internet

Vírus informático Conficker já infectou
10 milhões de computadores


Lisboa, 20 Jan (Lusa)

- Um vírus informático que infecta discos rígidos externos e pastas partilhadas já atingiu desde Novembro cerca de 10 milhões de computadores em todo o mundo, sendo considerado no meio informático como um dos mais virulentos até hoje.

O Conficker, ou Downadup, está a originar alertas dos observatórios de segurança digital em todo o mundo, porque nenhum vírus informático conseguiu infectar tantos computadores nos últimos quatro anos.

Até agora, o Conficker, a circular desde Novembro, conseguiu afectar cerca de 10 milhões de computadores, uma virulência que não se verificava desde os tempos do vírus Sasser ou Bluster (Blaster), em 2005.

O Conficker propaga-se através de três vias, a mais problemática e mais difícil de controlar das quais é através das memórias externas USB, como as que se utilizam nos telemóveis, iPods e MP3, por exemplo.

Enquanto o computador detecta que se ligou ao computador um dispositivo externo, o vírus salta directamente para o mecanismo, de forma que infecta o equipamento seguinte a que ele for ligado.

Outra das vias de contágio do vírus é através de uma falha na segurança do Windows, que o Conficker aproveita para se colar aos computadores e inutilizar certas funcionalidades da máquina.

Num primeiro momento o utilizador pode apenas notar uma certa lentidão no seu PC, mas o seu computador converte-se num foco de infecção.

Para fazer face a esta falha de segurança, a Microsoft publicou em Outubro de 2008 uma forma de a corrigir que é possível instalar automaticamente através da Internet.

A terceira via de infecção do Conficker é através dos arquivos partilhados em rede pelas empresas.

O vírus detecta estes arquivos comuns a vários departamentos instala-se neles e infecta quem a eles aceder.

Para evitar esta forma de propagação basta ter um poderoso antivírus actualizado.
Os Mass Media

Rádios locais vivem permanentemente em crise - presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão
Leiria, 27 Jan (Lusa)


- O presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR), José Faustino, disse hoje que "as rádios locais vivem permanentemente em crise", mas admitiu que a actual crise pode determinar acertos no quadro de pessoal de algumas emissoras.

"[As rádios locais] estão treinadas", afirmou o responsável a propósito da crise actual e à margem da apresentação do estudo "Caracterização do sector da radiodifusão local", que decorreu em Leiria.

José Faustino sublinhou que "o sector equilibrou-se mercê de imposições da própria Lei" e "as rádios adaptaram-se à sua verdadeira dimensão", mas reconheceu ser "possível, nalguns casos do Interior do país, que haja que acertar os quadros do pessoal".

"Talvez reduzir alguns efectivos", admitiu à agência Lusa José Faustino, lembrando que "há rádios que têm muita gente", mas disse acreditar que não haverá redução de postos de trabalho, nem encerramento de rádios locais.

O presidente da APR acrescentou que a decisão de reduzir as taxas a pagar pelas rádios locais é "uma medida positiva", embora "peque por [ser] tardia".

"A alteração baseia-se, felizmente para nós, numa proposta muito forte que a APR fez junto do Governo", recordou José Faustino, esclarecendo que a alteração foi muito próxima da proposta da APR.

"Criou os escalões para as rádios locais em função da população residente, o que permitirá que, em alguns concelhos com menos população, o valor real a pagar será menor", explicou.

Quanto à revisão da Lei da Rádio, que o Governo anunciou para o primeiro trimestre deste ano, José Faustino expressou o desejo de que o diploma deixe "o sector respirar e evoluir naturalmente".

"As coisas estão muito bem encaminhadas, mas surpreendentemente aparecem sempre algumas areias na engrenagem", referiu, convencido de que até Março a lei vai chegar à Assembleia da República "com o acordo do sector e da APR".

"Iremos ter uma nova lei, melhor do que a que temos. Tenho esperança disso", comentou o presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão.

José Faustino referiu ainda que as rádios locais "não estão a tirar grande rentabilidade com a presença na Internet", esclarecendo que, "no máximo dos máximos", apenas cinco por cento das receitas das rádios deve-se à presença on-line.

"O retorno, em termos económicos, é praticamente nulo", sublinhou o dirigente.
O Computador

Intel lança chips com circuitos menores

Um novo modelo de microprocessadores da Intel é hoje lançado, usando um moderno processo de produção que permite subir até 40 por cento o número de transístores, aumentando o desempenho e diminuindo o consumo de energia.

O maior construtor do mundo de semicondutores começa a distribuir os 16 microprocessadores, os quais usam novos materiais para conter perdas de energia, destinados a servidores e computadores pessoais para jogos de alta gama.

Os microprocessadores mais complexos hoje lançados têm 820 milhões de transístores, comparados com os 582 milhões de transístores nos mesmos chips construídos usando a actual tecnologia padrão.

Os primeiros chips da Intel, introduzidos no início dos anos 70, tinham apenas 2.300 transístores.

Esta nova tecnologia permite gravar linhas cada vez mais pequenas, tendo cada novo chip uma média de 45 nanómetros, quando os geradores anteriores tinham comparado com os 65.

Um nanómetro é equivalente a uma milionésima parte do milímetro, por exemplo um cabelo humano tem um diâmetro de cerca de 80.000 nanómetros.

Os circuitos mais pequenos permitem colocar mais transístores na mesma lâmina de silicone, o que acelera o desempenho e diminui os custos de produção.

Os transístores nos novos chips são tão pequenos que mais de 30 milhões deles caberiam na cabeça de um alfinete.

Com transístores mais pequenos, a sua quantidade é maior, o processamento de dados é mais rápido e consomem menor quantidade de energia.

Os novos materiais usados pela empresa nos chips ajudam a resolver o problema das perdas de electricidade à medida que os circuitos ficam mais pequenos.

Quanto maior é a perda de electricidade, mais energia é necessária para alimentar o chip, levando ao condicionamento da autonomia dos portáteis.

O lançamento de hoje inclui chips para servidores de 2 a 3.2 gigahertz para os modelos quad-core, os quais têm quatro processadores.

A velocidade relógio para os modelos dual-core, os quais têm dois processadores, vai até aos 3.4 gigahertz.

Os chips para servidores vão ser vendidos desde 120 a 871 euros em quantidades de 1.000, enquanto que os chips para jogos custarão 680 euros nas mesmas quantidades.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2007-11-12 12:30:02

O Telemóvel

Adolescente enviou 14.528 mensagens escritas de telemóvel num mês
Washington, 13 Jan (Lusa)

- Os pais de uma adolescente norte-americana de 13 anos ficaram perplexos quando, ao abrir a factura mensal do telemóvel da sua filha descobriram que esta tinha enviado 14.528 mensagens de texto num só mês.

Não era uma anedota, como no início pensou o pai da menor, Greg Hardesty. A factura, que tinha 440 páginas, era superior aos 2.000 dólares.

"Primeiro ri-me. Pensei: isto é de loucos. É impossível", contou o próprio Greg Hardestynum blogue do diário californiano Orange County Register.
Greg Hardesty correu para a calculadora para fazer contas e apurar se era humanamente possível enviar tal número de mensagens.

Segundo os cálculos, a uma média de 484 mensagens de texto por dia, a cada dois minutos e descontando as horas de sono, é possível.

Greg Hardesty pensou então que tinha sido um erro da companhia telefónica, que confirmou o vício da filha, Reina, de enviar mensagens a todos os seus amigos e conhecidos.
"Bem, a maioria dos meus amigos têm uma tarifa para mandar mensagens ilimitada e estão a escrever quase a toda a hora", justificou a menor californiana.

O vício de Reina é tal que os pais descobriram recentemente que até numa festa de karaoke, para celebrar o seu aniversário, enquanto os amigos estavam a cantar, ela enviava-lhes mensagens para o telemóvel.
Outra das desculpas que a jovem deu foi que, durante o mês passado, estava "aborrecida" por causa das férias de Natal.

Reina não parece estar arrependida, nem disposta a emendar-se, já que esta ainda brincou com o valor da factura, junto dos amigos, provavelmente através de uma mensagem escrita.
Os pais decidiram fazer um contrato de envio ilimitado de mensagens, por 30 dólares, o que lhes ficará muito mais barato.
De acordo com um estudo elaborado pela companhia Nielsen, os adolescentes com idades entre os 13 e os 17 anos enviam uma média de mensagem de 1.742 mensagens por mês.